quinta-feira, janeiro 17, 2008

Avaliações - Comentários

Avaliação 2 - Comentários
Em relação ao Trabalho de Grupo sobre a campanha da BBDO, informo os grupos das 4 turmas de LAE que, caso estejam interessados em ter acesso à respectiva análise crítica dos projectos, deverão enviar um e-mail com essa solicitação. Na resposta, disponibilizarei o comentário elaborado especificamente para cada grupo. Seguindo algumas sugestões de alunos entretanto recebidas, abandonei a ideia inicial de colocar os comentários na sua totalidade no Webdisciplinas, por entender que os grupos têm direito a uma certa privacidade no âmbito do processo de avaliação.
Jorge Lopes

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Feliz Natal para todos !!!

Um óptimo 2008 !!!

Jorge Lopes

quarta-feira, dezembro 05, 2007

COMUNICADO

L.A.E. - Datas das Avaliações
Nas primeiras aulas da unidade curricular de Linguagem e Apresentação Empresarial (a 3 e 4 de Outubro, dependendo das turmas), foram divulgadas as datas previstas para os três momentos de avaliação. Posteriormente, o Programa da disciplina e o respectivo planeamento semanal foram disponibilizados na Web disciplinas. Consequentemente, posso afirmar com segurança que todos os alunos inscritos em L.A.E. conhecem os documentos supra mencionados desde essa altura, há cerca de dois (2) meses atrás.
Nas últimas semanas fui confrontado com alguns comentários críticos em relação à data da Avaliação 2, o Trabalho de Grupo sobre a apresentação da BBDO (2 de Janeiro para as Turmas Dia, Tarde e Noite B e 3 de Janeiro (Noite A). Alguns desses comentários apontavam as férias de Natal como um obstáculo para a realização do trabalho, para além de terem sido feitas referências a férias, saídas para o estrangeiro, e até o facto da data ser logo a seguir à passagem de ano, o que poderia ser de algum modo prejudicial aos alunos devido (e passo a citar), “ao tempo necessário para recuperar da festa de fim de ano”).
Perante este cenário, cumpre-me informar o seguinte:
1. Fui sempre sensível às datas e prazos estipulados para as avaliações, sobretudo quando chegava à conclusão que o tempo disponibilizado não era suficiente. Dado que já publiquei o Guia da Avaliação 2 na Web disciplinas e já falei bastante sobre este assunto nas aulas, não vejo motivos válidos e plausíveis para adiar esta avaliação, sobretudo se tivermos em consideração as 4 semanas que foram concedidas para elaborar o trabalho;
2. Considerando a estrutura e o dispositivo criados para este projecto, recordo a todos que não se trata de uma avaliação que implique muitas horas de trabalho e preparação. O conteúdo já está feito, bastando que cada grupo reformule os dados contidos no documento da BBDO e os apresente num formato criativo e inovador;
3. Apesar do exposto, acredito que alguns alunos não possam comparecer nas datas referidas; neste contexto, peço às pessoas e grupos envolvidos nesta situação que me contactem (aliás, alguns já o fizeram), para que se possa acertar nova data para a citada apresentação;
4. Finalmente, acrescento ainda que a nova data não poderá ser POSTERIOR à data prevista no calendário, como está definido no programa da disciplina (pág. 4, ponto 5). Assim, a nova data a acertar deverá estar compreendida entre os dias 10 e 21 de Dezembro (recordo que as aulas terminam precisamente no dia 21). Fico portanto a aguardar os vossos contactos, caso se verifiquem as situações descritas no ponto 3 deste comunicado, para que, caso a caso, se definam as novas datas. Gostaria ainda de apelar à vossa compreensão no sentido de evitarem a alteração de datas, excepto em casos REALMENTE URGENTES e INADIÁVEIS.
Jorge Lopes
5 de Dezembro de 2007

terça-feira, dezembro 04, 2007

Avaliação 2 - Campanha BBDO - Portugal

A Imagem dos Países - Modelos de Abordagem
Embora se trate de um dos tópicos mais investigados na academia no domínio do marketing internacional e do comportamento do consumidor, a verdade é que o corpo teórico entretanto construído sobre a imagem dos países, ou Country Image (CI) na linguagem Anglo-saxónica, não é ainda suficientemente amplo e robusto de modo a explicar com clareza a complexidade deste fenómeno.
No entanto, ao longo dos quase 50 anos de investigação alguns dos modelos explicativos do fenómeno tornaram-se “ clássicos” quer para investigadores, quer mesmo no meio político e empresarial. Um desses modelos foi desenvolvido por C. Min Han e publicado no prestigiado Journal of Marketing Research em Maio de 1989.
Segundo o autor o impacto da imagem dos países na percepção da qualidade das ofertas oriundas de diferentes origens, manifesta-se nos consumidores segundo dois processos essenciais: Efeito Halo (Halo Effect) e/ou Efeito Sumário (Summary Construct).
No Efeito de Halo, que é provavelmente o modo mais comum de abordar o fenómeno, assume-se que os consumidores usam a imagem dos países para aferirem a qualidade das ofertas (produtos e/ou serviços) na medida em que têm dificuldade em perceberem a real qualidade dos mesmos antes de os comprarem e/ou usarem. Por outras palavras, os consumidores usam a imagem dos países de origem para deduzir sobre a qualidade de produtos sobre os quais estão mal informados. Observado deste modo o Efeito de Halo funciona para os consumidores tal como o preço, na medida em que o preço também serve como pista para a avaliação das diferentes ofertas quando os consumidores não estão familiarizados com os produtos.
Assim, no Efeito de Halo a qualidade dos produtos e/ou serviços decorre da imagem que os consumidores têm dos países de origem dos mesmos, o que implica que a sua avaliação da qualidade das ofertas e/ou marcas se faça de forma indirecta, isto é, a avaliação decorre das crenças que os consumidores têm dos países e não da qualidade intrínseca das ofertas. Imagem do País -> Crenças sobre Ofertas/Marcas -> Atitude em relação às Ofertas/Marcas No Efeito Sumário o processo de construção da imagem de um país por parte dos consumidores faz-se de forma inversa. Neste caso, o conhecimento e familiaridade com determinadas ofertas levam os consumidores a extrapolarem para o país de origem características que associam à oferta.
Assim, no Efeito Sumário os consumidores fazem abstracções da informação que têm sobre os produtos e extrapolam-nas para o país, o que implica ainda que a imagem dos países afecta directamente a atitude dos consumidores em relação às marcas, em vez do fazer indirectamente através da avaliação das características do produto.
Crenças sobre Ofertas/Marcas -> Imagem do País -> Atitude em relação às Ofertas/Marcas
Numa abordagem mais prática do fenómeno o Efeito de Halo reflecte o que se passa com a imagem de países como a Itália por exemplo. Não será muito difícil para uma parte significativa dos consumidores ocidentais associarem a Itália a atributos como design e moda. O que acontece é que quando na presença de produtos (em que ambos os atributos sejam importantes) em que a informação “Made in Italy” e/ou o uso de marcas com grafismo e fonéticas associadas à língua de Vivaldi, Pussini, Paganini ou Rossini, alavancam positivamente a percepção das referidas ofertas junto dos consumidores mesmo que estes não estejam familiarizados com as marcas.
Este fenómeno explica por exemplo a razão pela qual muitas empresas envolvidas em negócios em que os factores moda e design sejam decisivos no processo de escolha e compra dos consumidores, usem intensivamente marcas e outros sinais que associem as suas ofertas a Itália, mesmo não sendo Italianas. Trata-se pois de uma apropriação “legitimada” de uma “aparente” vantagem competitiva construída por outrem ao longo de séculos de história. “legitimada” de uma “aparente” vantagem competitiva construída por outrem ao longo de séculos de história.
Já na óptica do Efeito Sumário entre alguns dos exemplos mais interessantes e também recentes estão o efeito Nokia e caso Finlandês, bem como o efeito Samsung e o caso Coreano. Em ambos os casos a generalidade dos consumidores tinham há alguns anos atrás ideias muito difusas e pouco sólidas em relação a cada um dos países até ao aparecimento das marcas citadas. Se reflectirmos um pouco sobre o caso Finlandês, a imagem de economia forte, desenvolvida e muito associada às tecnologias de comunicação construiu-se na proporção directa do crescimento global da Nokia. Na verdade e em ambos os casos não foram apenas as associações aos países que se clarificaram e solidificaram, mas houve também um aumento significativo da notoriedade internacional de ambos os países.
Como já foi explicado neste texto, na óptica do Efeito Sumário, a familiaridade dos consumidores em relação aosprodutos do país, levam-nos a extrapolar para o país as cresças que têm sobre os respectivos produtos. É hoje pacífica a associação da Finlândia a tecnologias de comunicação, bem como a associação da Coreia do Sul a electrónica de consumo e automóveis (qualidade a baixo preço) resultante das suas marcas com presença global.
Esta opção pelo Efeito Sumário torna obviamente muito mais difícil a apropriação por terceiros da imagem de um determinado país, na medida em que essa imagem decorre das marcas do país e não do país.
Tendo por base ambos os modelos não é legitimo afirmar a superioridade de um sobre o outro. São duas abordagens diferentes que concorrem para um fim semelhante, possuindo cada um idiossincrasias que favorecerão mais a sua aplicação em certos casos; países ou regiões, do que noutros. Em comum têm o facto de se tratar de processos complexos, fracturantes e de elevadíssimo investimento, bem como simplisticamente podem ser reduzidos a dois pilares; notoriedade e associações sejam dos países sejam da (s) marca (s) oriundas desses países.
São complexos porque para serem bem sucedidos exigem uma visão estratégica do país a longíssimo prazo o que não é fácil em países em que os decisores políticos estão sujeitos à pressão de ciclos eleitorais curtos e a ambientes de enorme volatilidade; são fracturantes porque qualquer que seja a abordagem só por milagre podem ser definidas opções que agradem a todos os grupos e interesses em jogo, e de elevadíssimo investimento porque melhorar uns pontos percentuais na notoriedade internacional de marcas e países e em especial comunicar benefícios tem um peso visível no orçamento dos estados e obviamente no das empresas.
Feita esta discussão, fica em aberto para próximos artigos a abordagem de outras particularidades deste fenómeno bem como a discussão sem preconceitos da imagem de Portugal.
Até lá.
Francisco Coelho
Marketing Online.net

Avaliação 2 - Campanha BBDO - Portugal

Um comentário inserido no blogue Publicidade Off the Record
O João Pinto Castro (autor do Comunicação de Marketing) no seu blog Sangue, Suor e Ideias tem a seguinte opinião sobre o artigo publicado: "... ao contrário do que Bidarra pressupõe, eu acho que Europe´s West Coast não tem as conotações que ele imagina. Nem percebo porque é que, ouvindo falar da West Coast (que, afinal, só quer dizer Costa Ocidental), as pessoas se hão-de lembrar da Califórnia, de Hollywood e de Sillicon Valley e não da África Ocidental, da guerra civil da Libéria ou da cópia da basílica de S. Pedro construída na selva da Costa do Marfim. Não será isso uma ilusão de óptica muito portuguesa? Wishful thinking, parece-me. Além disso, a ideia de posicionar Portugal como a Califórnia da Europa não é nova. Na verdade, ouço falar disso desde que me conheço."

A Marca Portugal

Avaliação 2 - Campanha BBDO
Portugal: Marca pouco
12 de Outubro de 2007 "O problema não é salvar Portugal, mas salvarmo-nos de Portugal."Jorge de Sena in Público, 25 de Novembro 1990
O conceito e a teoria de "nation branding" ou a tentativa de colocar um país no mapa mental do Mundo (ou no caso de Portugal, voltar a colocar) não é propriamente nova. Mas percebe-se a importância e a urgência do tema. Numa economia cada vez mais globalizada, as nações competem umas com as outras, mais do que nunca para se posicionarem como centros alternativos de investimento estrangeiro e como destinos turísticos preferenciais.
Recentemente e nos últimos anos algumas interessantes e boas opiniões têm vindo a público sobre o caso de Portugal:
Prof. Ernâni Lopes com o seu "cluster da economia do mar" e a reinvenção do turismo português como a "Flórida dos Estados Unidos da Europa".
Pedro Bidarra da BBDO e o conceito "Europe´s West Coast", como forma de dissociar Portugal das conotações negativas e ideias-feitas que normalmente os "Países do Sul" têm.
Henrique Agostinho da Consumering e a ideia de apostar num "comércio do conforto". Exportar a nossa qualidade de vida, posicionando Portugal como um "País confortável" no meio das associações imediatas que outros países despertam na nossa cabeça, como por ex: França = luxo e qualidade de vida; Escócia = robustez; Alemanha = engenharia e fiabilidade; Itália = estilo e design; Espanha = espírito de conquista, comércio e cultura; América = liberdade, iniciativa e oportunidade.
Tomás Froes da MSTF Partners e a ideia de posicionar Portugal como um "Test Country". Dada a natureza curiosa dos portugueses e a apetência por novidades, Portugal poderia posicionar-se como uma boa base para testar novidades. Não só tecnológicas, mas também a nível de outras categorias de produtos e serviços (a McDonald's, a título de exemplo, utiliza o mercado português como balão de ensaio de alguns dos seu produtos). Os suspeitos do costume: Via verde, Mimo (o primeiro pré-pago a nível mundial), taxa de penetração de telecomunicações móveis, número de lares com acesso banda larga, uso e abuso do multibanco multi-funções - são apenas alguns exemplos empíricos do paradoxo que é a natureza do povo Português. Tão atávico em algumas coisas, tão "descobridor" noutras. E não, o Sr.guru Wally Olins não tem razão para o esgar e estupefacção com o qual reagiu na entrevista à Monocle: "I was in Lisbon not long ago and they were talking about nation branding again and how Portugal should be seen as the IT capital of southern Europe. Do me a favour. What are they talking about?".
You should know better Mr. Wally, as percepções mudam (com tempo), quando muda a realidade. Há que retrabalhá-las, senão o Sr. ficaria desempregado. A Irlanda (aka, "tigre celta") e a Finlândia, hoje paradigmas da nova economia, até há relativamente pouco tempo eram países cujo imaginário de códigos e associações, não cabia certamente neste universo de tecnologia e inovação.
Anyway. Corolário estilo "How to Brand a Country for Dummies": Trabalhar uma marca de um sabonete, o seu embrulho, atributos e benefício não é o mesmo que trabalhar a imagem e identidade de um país. Construir e comunicar uma identidade-marca forte para um país é um trabalho demasiado sério e importante para ser entregue apenas a Governos e organismos públicos. Que na maioria das vezes se encontram fragmentados e pouco coordenados entre si, acabando por enviar mensagens dispares para o exterior e tratar o país como uma simples campanha publicitária.
Sérgio Henrique Santos
Director de Planeamento Estratégico da Lowe Lisboa
in Meios e Publicidade, 12 de Outubro de 2007

Avaliação 2 - Campanha BBDO - Portugal

Europe's West Coast
PEDRO BIDARRA* - BBDO
O turismo é único modo do país ganhar algum dinheiro a curto e médio prazo. Disse-o Cavaco Silva no princípio do ano, dizem-no economistas, consultores e especialistas. Já menos consensual será o caminho a seguir. O ICEP resolveu aproveitar as guerras e epidemias que graçam o mundo para atrair o turista, promovendo uma campanha que diz "Take a break from the rest of the world". Ora porque a mim estas me parecem más ideias, resolvi propor outra. Para começar há que ter em conta que o turismo português e Portugal, não sendo entidades separadas, não devem ser tratadas como tal. Quando se remata a oferta turística com a sugestão "Take a break from the rest of the world" não está apenas a dizer-se que no Algarve há paz, que o interior é pacífico ou que a Madeira é um oásis livre de guerras. O que se diz também é que Portugal é um país à margem, longe dos grandes acontecimentos e por isso óptimo para passar uns dias de descanso. O que sendo bom para os tais dias de descanso, não é para a ideia com que se fica de Portugal.
Será que um país à margem, longe de tudo e de todos, sem cosmopolitismo, sem mundo, parado, é o que os portugueses e o Governo querem? Será isto bom para o investimento e exportações, para os criadores e criações portuguesas e para a afirmação de Portugal no mundo?
Claro que as perguntas são retóricas. Claro que quando o primeiro-ministro disponibiliza os Açores para a cimeira da guerra, está a juntar Portugal ao mundo. Claro que quando se organiza o Euro 2004, não se está à margem do mundo mas é-se, na altura, o próprio mundo. Por isso Portugal não pode, nem deve dizer "Take a brake from the rest of the world". Se "um país à margem" é o benefício que o turista procura e Portugal escolhe como estratégia não o desiludir, então estaremos a condenar Portugal a colónia de férias e os portugueses a empregados de hotelaria.
(Não é a primeira vez que tal é feito. A campanha anterior, "Warm by Nature", baseada na proverbial simpatia do nativo, reflecte também a ideia do português como serviçal de hotelaria).
O turismo português não é isolável de Portugal. A nossa oferta turística afecta a imagem do país, todos os conceitos e preconceitos com que nos definem, contaminam a nossa oferta, seja ela turística, comercial ou cultural. Conceitos e preconceitos que, por muito que nos custe admitir, não são os melhores. Para o consumidor estrangeiro ideias de modernidade, desenvolvimento, cosmopolitismo e cultura não moram cá. Em França a ideia geral é de que os portugueses são fiáveis e por isso bons porteiros e mulheres-a-dias. Na Suíça pessoas discretas e apagadas e como tal bons criados de mesa. Em Espanha parecidos com eles mas mais pobres e menos desenvolvidos (os espanhóis pensam de nós o que nós pensamos dos marroquinos). Em Inglaterra somos um simpático país do Sul onde felizmente ainda se encontram carroças e pastores ("peasants" é o termo usado e equivale ao nosso bimbo). Enquanto o estrangeiro nos vir como "peasants" com Algarve, sol e mar, de nada servirá vender outros produtos turísticos pois eles só os comprarão em saldo. Há que tentar, antes, reposicionar Portugal e mudar a fama que o país tem de modo a que os seus produtos possam ser vistos com outros olhos e, por isso, vendidos a outro preço.
Ora como é que se muda a fama? Em primeiro lugar, mudando o país. Tarefa que está longe de ser a do marketing e da comunicação. Acontece porém que o país já mudou, talvez não tanto como todos gostaríamos, mas mudou mais do que a percepção que dele têm os estrangeiros.
Em segundo lugar, muda-se a percepção do país. Substitui-se "o filtro" através do qual o estrangeiro nos vê para que ele se dê conta que este país não é o que ele pensava. Este é papel para a comunicação e o turismo um dos melhores instrumentos para o fazer. Portugal é considerado na Europa, país do Sul, como a Espanha, a Itália e a Grécia. Ora o Sul é precisamente o "filtro" que precisa ser substituído. Para perceber melhor, vejamos as boas e más coisas do Sul. Sem ser exaustivo, digamos que o Sul tem bom tempo, calor, gente simpática, boa comida, paz, esplanadas e dolce farniente; e tem subdesenvolvimento, gente pobre e iliterada, corrupção e os indicadores estatísticos de miséria.
O que é bom, Portugal tem mais ou menos tudo o que tem o Sul mas nunca melhor. Sempre igual ou pior: basta comparar o Mediterrâneo quente e calmo, ao nosso mar frio e turbulento, as noites quente e húmidas, às nossas nortadas. Quer queiramos quer não Portugal não é um país mediterrânico. É um país tipo mediterrâneo (do mesmo modo que algum queijo é tipo serra) e, se insistirmos em imitar, perdemos.
Já as coisas más tendem a ser percepcionadas como igualmente más ou piores. Estando mais longe e afastados do centro, não sendo país de grande notoriedade, as pessoas tendem a acreditar que o mau é pior. O desconhecido é-o sempre. Mas ainda que o nosso Sul fosse melhor que o Sul dos outros, que a nossa arquitectura, cozinha, clima, mar, gente, infraestruturas, vinho, museus, noite fossem melhores que os da França, Espanha, Itália e Grécia, ainda assim, a ideia de ser do Sul será sempre má pois estamos competindo não por sermos diferentes, mas por sermos iguais. Quando assim é só há uma estratégia de comunicação: a do dinheiro. Quem falar mais alto ganha. Ora dinheiro, como todos sabemos, é coisa que não abunda nem abundará.
Lê-se no título de um famoso livro de marketing "Differentiate or die". É o que há a fazer. Criar uma categoria só para nós, que faça sentido para Portugal, para a nossa oferta e para o consumidor. Uma categoria onde os outros não possam concorrer. Temos que sair do Sul. Coisa que, parecendo difícil, não é: se olharmos o mapa da Europa, vemos Portugal a Sul mas também a Oeste. Escolhamos então o Oeste pois foi este o sítio que a História nos destinou. Esta Ocidental Praia Lusitana é também uma Ocidental Praia Europeia. O que proponho então como "novo filtro" é o West e a solução comunicar Portugal como a Europe's West Coast.
O que é que ganhamos com isto? Uma poderosíssima rede de associações que induzirá o estrangeiro a reavaliar o país. Uma reavaliação benéfica, muito para além do turismo embora este seja o primeiro a beneficiar com o reposicionamento. É que Europe's West Coast trás consigo todo um imaginário relacionado com a West Coast americana, compatível com as percepções boas do Sul. A praia, a vida colorida, o surf, as esplanadas, a tolerância e os estilos de vida alternativos, o tempo ameno, o sol que se põe no mar, o golf. Na Europe's West Coast os benefícios do Sul já vêm incluídos mas o conceito traz mais. Traz associações "aspiracionais" - Hollywood ou Silicon Valley, por exemplo - que sem nada termos que fazer contaminam o conceito positivamente, tornando-o mais glamouroso e mais cosmopolita. Depois há as pontes e colinas de Lisboa e S. Francisco, o Vale do Douro e o Napa Valley, a aridez da Baja Californiana e o nosso Alentejo, coincidências felizes que é só aproveitar.
O West é também um lugar mítico, um lugar de sonhos onde a terra "desagua" no mar, para onde se vai mudar de vida. Por fim, de um ponto de vista político, o West tem sido sinónimo de desenvolvimento e democracia. Ao sermos West beneficiamos destas associações e saímos do Sul.
Mas o conceito tem outro ângulo que o torna mais poderoso: Europe. Não somos uma West Coast qualquer, uma West Coast de imitação: somos a Europe's West Coast. Faz acreditar que todas estas associações são temperadas com história, civilização, "cachê". A mesma história e civilização que ajudámos a construir saindo para... West.
Ao reposicionar Portugal como a Europe's West Coast criamos para europeus e americanos um novo lugar no mundo, uma nova e desconhecida realidade que é o novo Portugal. E criar uma boa novidade é sempre boa estratégia de marketing. Uma novidade que ajudará europeus a fazer outra ideia de Portugal e americanos a descobrir, não o velho West, mas o velhíssimo West que é o da Europa e que eles nem sabiam existir.
É esta a ideia. Uma ideia afirmativa de que não somos aquilo que os outros querem, mas sim o que queremos ser. Somos a Europe's West Coast. A mim parece-me boa ideia.
* Vice-presidente da BBDO Portugal
in Jornal Público, 28 de Agosto de 2003

quinta-feira, novembro 08, 2007

MENSAGEM - TURMA NOITE B
Ainda em relação à troca de aula com C.I.M. cumpre-me informar o seguinte: esta alteração não vai prejudicar o normal desenrolar das aulas. O único aspecto que necessariamente sofre transformações é a sequência do Trabalho de Grupo; assim, passo a descrever o conteúdo das próximas sessões:
- 14 NOV (QUARTA) - Trabalho de Grupo - parte 2. Os grupos trabalham na análise dos suportes ACTUAIS de Comunicação entretanto recolhidos;
- 16 NOV (SEXTA) - APRESENTAÇÕES DOS TRABALHOS.
Como só terão 2 dias entre estas sessões, aconselho (naturalmente) que procurem desde já organizar e estruturar as vossas Apresentações, para evitar a sobrecarga de trabalho nessa altura. Como sempre, estarei disponível para esclarecimento de dúvidas via e-mail ou, caso entendam necessário, podemos agendar reuniões presenciais para falarmos sobre as Apresentações.
Aproveito ainda para recordar que na QUARTA 21 teremos o 1º Momento de Avaliação, que consiste na elaboração de um Relatório de Análise de Suportes com parâmetros semelhantes ao vosso actual trabalho de grupo.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Apresentações - Parte 2

Nos dias 24 e 25 de Outubro decorreram as Apresentações dos Grupos de Trabalho de L.A.E. nas 4 turmas desta unidade curricular. Tratou-se do 2º desafio proposto aos alunos no ãmbito da análise do Case Study do Millennium BCP. Tal como esperava, a esmagadora maioria dos grupos revelou uma progressão clara em termos de postura e de inovação no que concerne ao modelo de apresentação seleccionado.
Para além dos conteúdos das respostas às 1ª e 2ª perguntas, que com maior ou menor eficácia, constituíram uma abordagem adequada às questões suscitadas pelo Caso, os Grupos tiveram ainda oportunidade de escolher uma nova designação para esta instituição bancária, justificando quase sempre bem essa opção particular. Aqui estão as propostas:
Universu BCP, Golden Flag Bank, Total Bank, Vintage BCP, UBPP - União de Bancos Privados Portugueses, Real BCP, Global BCP, Apollo BCP, Premium BCP, Imperium BCP, Venk Bank, Banco Novastar, BCP Universus, Imperium BGP - Banco Global Português, NBP - Novo Banco Português, BNV - Nova Vida, União BCP, Rigor BCP, Banco Universal, Oceano BCP, Optimal Bank, PluriBank, Global Bank, Seed Bank, Unio Bank, Banco Árvore, Millennium, Banco Atlântico, Futurum BCP, Fénix BCP, Excellentia BCP, BCPortugal.
Em breve decorrerão as Apresentações relativas ao Trabalho de Análise de Suportes de Comunicação!

terça-feira, outubro 23, 2007

Filme "Técnicas de Motivação"

video

Apresentações de Trabalhos

Na semana passada a unidade curricular de L.A.E. viveu o seu primeiro grande momento: todos os grupos de trabalho que estiveram presentes nas aulas das respectivas turmas fizeram a 1º Apresentação de um trabalho de grupo. Neste contexto, foi importante verificar a forma convicta e empenhada como os vários grupos abordaram este primeiro desafio.
Para esta semana já está agendada mais uma série de Apresentações, e desta vez o grau de exigência será sem dúvida mais elevado!
Aguardem mais novidades e indicações neste blogue sobre a actividade prevista para este semestre.
Jorge Lopes